Incêndio atinge lixão de Patos e deixa cidade coberta de cinzas

Corpo de Bombeiros segue combatendo o fogo no lixão (Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros)

 

Um incêndio vem consumindo desde domingo (29) o lixão do município de Patos, Sertão paraibano, a 317 quilômetros de João Pessoa. O fogo, que está descontrolado, vem dando trabalho ao Corpo de Bombeiros e deixando a cidade coberta de cinzas.

Em entrevista, o major Galvão, do Corpo de Bombeiros em Patos, informou que a situação é complicada, já que o combate ao fogo requer não somente água, mas auxílio de tratores e caçambas, o que não vem ocorrendo.

“Já utilizamos mais de 100 mil litros de água neste incêndio, mas a técnica para apagar esse tipo de fogo é diferente e requer trator, escavadeira e caçambas com areia. Estamos fazendo da maneira que podemos e aguardando a chegada dessas máquinas porque nosso trabalho feito até agora tem pouco resultado. Inclusive, o que a gente pôde ver durante à noite é que a cidade fica coberta de cinzas”, afirmou o major.

Segundo grande incêndio em dez dias

Esse é o segundo incêndio de grande porte que ocorre na região de Patos desde o dia 22 de setembro, quando chamas atingiram a região da Serra Preta, que fica no município de Mãe D’Água.

O fogo foi controlado no domingo, mas chegou a consumir uma área de mais de cinco hectares, equivalente a sete campos de futebol, segundo o secretário de Agricultura de Mãe D’Água, Antônio Gomes.

Lixão costuma ter incêndios

A área do lixão de Patos já é conhecida como uma das mais vulneráveis a incêndios na região do Sertão. Em entrevista concedida em outubro de 2018, o tenente-coronel Saulo Laurentino, comandante do Corpo de Bombeiros em Patos, relatou que o segundo semestre é a época onde o fogo mais aparece.

“Incêndios no segundo semestre são recorrentes. Existem materiais que são depositados sob amontados de lixo e passam o ano liberando vapores inflamáveis e quando a temperatura aumenta, o fogo se espalha rapidamente em vários pontos do lixão”, explica Laurentino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Portal Correio

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